O site que ganha dinheiro alugando camas

Airbnb

Assim como outras histórias de sucesso do mundo da tecnologia, o Airbnb surgiu por acaso. Os estudantes Joe Gebbia, Brian Chesky e Nathan Blecharczyk iniciaram o projeto de hospedagem para suprir uma necessidade.

A cidade de São Francisco estava sediando uma conferência de design e a maioria dos hoteis estava lotado. Os rapazes tiveram uma ideia: alugar suas camas aos turistas interessados em visitar a região. Eles ofereceram seus colchões infláveis e café da manhã aos hóspedes, que pagaram pela estadia.

Alguns meses depois, aquilo que começou sem expectativa evoluiu para um negócio próspero. Outros moradores de São Francisco começaram a oferecer suas casas aos visitantes, divulgando as acomodações no site criado pelo trio.
ReproduçãoOs hóspedes satisfeitos iniciaram uma divulgação boca a boca que levou a ideia para outras cidades dos Estados Unidos e, posteriormente, a outros países. Diversos turistas passaram a acessar o Airbnb para encontrar hospedagens em casas de moradores, e anfitriões se cadastraram na rede para alugar suas camas, sofás, redes…

Atualmente, o Airbnb – abreviação de ‘Air bed and breakfast' (Cama inflável e café da manhã) lista uma grande variedade de acomodações que vão de quartos a ilhas particulares. O site oferece aposentos em mais de 33 mil cidades em 192 países, e conta com 300 mil cadastrados, entre visitantes e hospedeiros.

“Acho que o Airbnb deu certo porque as pessoas descobriram que é mais legal conhecer as cidades pelos olhos dos moradores. Na casa de um residente você faz amizades e ainda proporciona uma fonte de renda aos anfitriões”, comentou Brian Chesky em entrevista ao Olhar Digital.

Para saber mais sobre a história do serviço e conhecer algumas dicas de empreendedorismo, confira o bate-papo abaixo.

Você largou o emprego que tinha em Santa Mônica e voo até São Francisco com US$ 1 mil para iniciar uma empresa que nem sabia se daria certo. Como isto aconteceu?

Era amigo do Joe Gebbia (um dos cofundadores da Airbnb) na universidade. Nesta época, ele meReprodução disse: “Brian, um dia vamos começar um negócio juntos”. Fiquei com isso na cabeça e anos depois ele me inspirou a mudar para São Francisco.

Quando nós alugamos nosso apartamento pela primeira vez não tínhamos certeza sobre o que o hóspede esperava, mas posso dizer que eles eram de perfis variados, desde uma mãe do Estado de Utah, nos seus 40 anos, até um designer em seus 30 anos.

Mantivemos contato com todos eles e, anos depois, a designer nos convidou para seu casamento. Depois da primeira reserva, nós passamos bons momentos com eles e percebemos que isso era uma ideia de impacto.

O Airbnb surgiu por acaso. Você acredita que as melhores ideias surgem desta forma?

Eu sempre digo a outros empreendedores: comece resolvendo seus próprios problemas. Encontre um problema em sua vida e crie a solução. Se você tem esse problema é bem provável que outras pessoas também o tenham.

O Airbnb demorou cerca de um ano para conseguir 100 usuários. Como a empresa deslanchou?

Um de nossos conselheiros, Paul Graham, nos disse que “é melhor ter 100 pessoas que realmente amam você do que 1 milhão que apenas gostam”. Nós conseguimos nossos primeiros hóspedes viajando a Nova York e encontrando com eles, porta a porta. Naquele tempo, o Airbnb ainda era pequeno o suficiente para conseguimos visitar cada um dos anfitriões e conhecer os hóspedes. Agora, nós temos mais de 300 mil cadastros ao redor do mundo.

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Qual dica você daria para quem está começando um negócio na internet?

Faça o que é certo, não o que faz você ganhar dinheiro.

O Airbnb possui subprodutos? Quais são os planos futuros?

Estamos inovando constantemente. Nosso foco em 2013 é fazer que as viagens através da Airbnb sejam as mais gratificantes possível. Nós estamos construindo a confiança em nossa comunidade e focando na hospitalidade – como sempre.

Você comentou que não tem casa e vive rodando o mundo. Como isso funciona?

Eu costumo me hospedar em diferentes lugares anunciados na Airbnb, em São Francisco. Geralmente fico poucos dias. Já fiquei em lugares de todos os bairros da cidade para conhecer os anfitriões.

Como funcionam as transações de pagamento entre os usuários?

Temos uma estrutura de pagamento segura. Os anfitriões recebem o pagamento 24 horas depois do hóspede fazer o check in, para ter certeza de que nada de errado acontecerá. Ganhamos uma porcentagem de cada reserva feita através da Airbnb.

E o Brasil, tem relevância no Airbnb? Quantos brasileiros estão cadastrados?

ReproduçãoO Brasil está em oitavo lugar no ranking de países que possuem mais anúncios no site. São quase 10 mil anúncios. A cidade com maior oferta e demanda é o Rio de Janeiro.

Em 2012, o número de visitantes cresceu mais de 500% no país. Esperamos que o Brasil seja um dos nossos mercados mais importantes do mundo.

Com a chegada da Copa do Mundo e as Olimpíadas, em particular, sabemos que nem todas as cidades têm hotéis suficientes para atender a demanda, então, Airbnb é a solução perfeita.

Para conhecer o projeto, clique aqui.

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